jueves, 31 de octubre de 2013

Gedicht - Poesia: Ingeborg Bachmann - Ihr Worte - Vós Palavras - Nebelland (1956) - País de névoa - Links to her poetry in Germ Eng Esp Ital Port




Ihr Worte

                   Für Nelly Sachs, die Freundin, die Dichterin, in Verehrung


Ihr Worte, auf, mir nach!,
und sind wir auch schon weiter,
zu weit gegangen, geht's noch einmal
weiter, zu keinem Ende geht's.

Es hellt nicht auf.

Das Wort
wird doch nur
andre Worte nach sich ziehn,
Satz den Satz.
So möchte Welt,
endgültig,
sich aufdrängen,
schon gesagt sein.
Sagt sie nicht.

Worte, mir nach,
daß nicht endgültig wird
- nicht diese Wortbegier
und Spruch auf Widerspruch!

Laßt eine Weile jetzt
keins der Gefühle sprechen,
den Muskel Herz
sich anders üben.

Laßt, sag ich, laßt.

Ins höchste Ohr nicht,
nichts, sag ich, geflüstert,
zum Tod fall dir nichts ein,
laß, und mir nach, nicht mild
noch bitterlich,
nicht trostreich,
ohne Trost
bezeichnend nicht,
so auch nicht zeichenlos -

Und nur nicht dies: ein Bild
im Staubgespinst, leeres Geroll
von Silben, Sterbenswörter.

Kein Sterbenswort,
Ihr Worte!




Vós Palavras

                      Para Nelly Sachs, a amiga, poeta, com veneração


Vós, palavras, de pé, sigam-me!
e se já fomos longe,
longe de mais, ainda se vai
mais longe, para fim nenhum.

Não clareia.

A palavra
só irá
arrastar consigo outras palavras,
a frase frases.
O mundo bem queria
definitivamente
impôr-se,
estar já dito.
Não o digam.

Palavras, sigam-me!
Para que nada seja definitivo
-nem esta ânsia de palavras
nem o dito e o contradito!

Por um momento não deixem
falar nem um sentimento,
que seja outro o exercício
do músculo coração.

Não deixem, digo-vos, não deixem!

E ao mais alto ouvido
nada, digo-vos, pode ser sussurrado,
que nada te ocorra sobre a morte,
deixa, e segue-me e sem clemências
nem amarguras
sem compaixão
não sinalizando
e não desprovida de sinais -

Uma coisa é que não: a imagem
na teia do pó, cascalho oco
de sílabas, palavras de morte.

Nem uma palavra de morte,
vós, palavras!


Nebelland (1956)

Im Winter ist meine Geliebte
unter den Tieren des Waldes.
Dass ich vor Morgen zurück muss,
weiß die Füchsin und lacht,
Wie die Wolken erzittern! Und mir
auf den Schneekragen fällt
eine Lage von brüchigem Eis.

Im Winter ist meine Geliebte
ein Baum unter Bäumen und lädt
die glückverlassenen Krähen
ein in ihr schönes Geäst. Sie weiß,
dass der Wind, wenn es dämmert,
ihr starres, mit Reif besetztes
Abendkleid hebt und mich heimjagt.

Im Winter ist meine Geliebte
unter den Fischen und stumm.
Hörig den Wassern, die der Strich
ihrer Flossen von innen bewegt,
steh ich am Ufer und seh,
bis mich Schollen vertreiben,
wie sie taucht und sich wendet.


Und wieder vom Jadruf des Vogels
getroffen, der seine Schwingen
über mir steift, stürz ich
auf offenem Feld: sie entfiedert
die Hühner und wirft mir ein weißes
Schlüsselbein zu, Ich nehm's um den Hals
und geh fort duch den bitteren Flaum.

Treulos ist meine Geliebte,
ich weiß, sie schwebt manchmal
auf hohen Schuh'n nach der Stadt,
sie küßt in den Bars mir dem Strohhalm
die Gläser tief auf den Mund,
und es kommen ihr Worte für alle.
Doch diese Sprache verstehe ich nicht.

Nebelland hab ich gesehen,
Nebelherz hab ich gegessen.



País de névoa

No Inverno a minha amante anda
entre os animais da floresta.
Tenho de regressar antes que amanheça,
a raposa sabe-o e ri.
Como as nuvens estremecem! E sobre
a minha gola de neve cai
uma camada de gelo quebradiço.

No Inverno a minha amante é
uma árvore entre árvores e convida
as gralhas deserdadas da sorte
para a sua bela ramagem. Sabe
que o vento, quando anoitece,
lhe levanta o vestido de noite inteiriçado,
guarnecido a geada, e me manda para casa.

No Inverno a minha amante anda
entre os peixes, calada.
Obediente às águas que o rasto
das suas barbatanas agita por dentro,
fico na margem a ver,
até que blocos de gelo me afastem,
como ela mergulha e volteia.

E de novo atingida pelo grito de caça
do pássaro que sobre mim
estende a asa, caio
em campo aberto: ela depena
as galinhas e lança-me um ossinho
branco. Prendo-o ao pescoço e afasto-me
por entre a amarga penugem.

Minha amante é infiel,
eu sei que ela às vezes desliza
de saltos altos até à cidade
nos bares beija os copos
na boca com a palhinha,
e tem palavras para todos.
Mas essa linguagem não a entendo eu.

País de névoa vi,
Coração de névoa comi.










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